Nosso Verdadeiro Lar

Uma palestra para uma disc´┐Żpula leiga idosa que est´┐Ż morrendo

Por Ajahn Chah

Agora determine que a sua mente ou´┐Ża o Dhamma. Durante o per´┐Żodo em que eu estiver falando, preste aten´┐Ż´┐Żo ´┐Żs minhas palavras como se o pr´┐Żprio Buda estivesse sentado ´┐Ż sua frente. Feche os olhos e sente-se confortavelmente, componha a sua mente e fa´┐Ża com que ela foque a aten´┐Ż´┐Żo em um s´┐Ż ponto. Com humildade permita que a J´┐Żia Tr´┐Żplice da sabedoria, verdade e pureza encontre um lugar no seu cora´┐Ż´┐Żo como forma de demonstrar o seu respeito pelo Iluminado.

Hoje eu n´┐Żo trouxe nada material, com subst´┐Żncia para oferecer-lhe, somente o Dhamma, os ensinamentos do Buda. Ou´┐Ża bem. Voc´┐Ż precisa entender que mesmo o pr´┐Żprio Buda, com o seu grande dep´┐Żsito de virtude acumulada, n´┐Żo p´┐Żde evitar a morte f´┐Żsica. Quando ele alcan´┐Żou a velhice, ele abandonou o seu corpo e soltou o seu pesado fardo. Agora voc´┐Ż tamb´┐Żm precisa aprender a estar satisfeita com os muitos anos em que esteve sujeita a esse corpo. Voc´┐Ż deveria sentir que j´┐Ż chega.

Voc´┐Ż pode compar´┐Ż-lo a utens´┐Żlios de cozinha que teve por muito tempo - suas x´┐Żcaras, pires, pratos e assim por diante. Quando voc´┐Ż os comprou eles estavam limpos e brilhantes mas agora ap´┐Żs us´┐Ż-los por tanto tempo, eles mostram os sinais do tempo. Alguns j´┐Ż est´┐Żo quebrados, outros desapareceram e aqueles que sobraram est´┐Żo se deteriorando; eles n´┐Żo possuem uma forma est´┐Żvel, e faz parte da sua natureza que seja assim. Com o corpo ´┐Ż o mesmo - esteve continuamente mudando desde o dia em que voc´┐Ż nasceu, atrav´┐Żs da inf´┐Żncia e adolesc´┐Żncia, at´┐Ż agora quando alcan´┐Żou a velhice. Voc´┐Ż precisa aceitar isso. O Buda disse que os fen´┐Żmenos, (sankharas), quer sejam internos, do corpo, ou externos, s´┐Żo desprovidos de um eu, a mudan´┐Ża faz parte da natureza deles. Contemple essa verdade at´┐Ż que voc´┐Ż a veja claramente.

Esse mesmo peda´┐Żo de carne que aqui est´┐Ż deitado em decad´┐Żncia ´┐Ż saccadhamma, a verdade. A verdade deste corpo ´┐Ż saccadhamma, e esse ´┐Ż o ensinamento imut´┐Żvel do Buda. O Buda nos ensinou a olhar para o corpo, contempl´┐Ż-lo e aceitar a sua natureza. Precisamos estar em paz com o corpo, n´┐Żo importando o estado em que ele esteja. O Buda ensinou que devemos nos assegurar que somente o corpo esteja aprisionado e n´┐Żo permitir que a mente seja aprisionada junto. Agora, ´┐Ż medida que o seu corpo come´┐Ża a perder vitalidade e deteriorar pela idade, n´┐Żo resista a isso, mas n´┐Żo permita que a sua mente se deteriore junto com ele. Mantenha a mente separada. Energize a sua mente compreendendo a verdade de como as coisas s´┐Żo. O Buda ensinou que essa ´┐Ż a natureza do corpo, n´┐Żo pode ser de outra forma: tendo nascido, ele envelhece e se enferma e depois morre. Essa ´┐Ż uma grande verdade com a qual voc´┐Ż est´┐Ż se deparando agora. Olhe para o corpo com sabedoria e entenda isso.

Se a sua casa estiver inundada ou completamente queimada, qualquer que seja o perigo que a ameace, fa´┐Ża com que seja somente com a casa. Se ocorrer uma enchente, n´┐Żo permita que ela inunde a sua mente. Se ocorrer um inc´┐Żndio, n´┐Żo permita que ele queime o seu cora´┐Ż´┐Żo. Deixe que seja somente a casa, aquilo que ´┐Ż externo a voc´┐Ż, fique inundada e queimada. Permita que a mente se liberte dos seus apegos. Este ´┐Ż o momento certo.

Voc´┐Ż j´┐Ż est´┐Ż viva h´┐Ż muito tempo. Os seus olhos j´┐Ż viram inumer´┐Żveis formas e cores, os seus ouvidos ouviram tantos sons, voc´┐Ż teve incont´┐Żveis experi´┐Żncias. E isso ´┐Ż tudo que elas foram - somente experi´┐Żncias. Voc´┐Ż comeu comidas deliciosas, e todos os sabores deliciosos foram somente sabores deliciosos, nada mais. Os sabores desagrad´┐Żveis foram somente sabores desagrad´┐Żveis, isso ´┐Ż tudo. Se o olho v´┐Ż uma forma bonita, isso ´┐Ż tudo, somente uma forma bonita. Uma forma feia ´┐Ż somente uma forma feia. O ouvido ouve um som que hipnotiza, melodioso e n´┐Żo ´┐Ż nada al´┐Żm disso. Um som ´┐Żspero, sem harmonia ´┐Ż somente isso.

O Buda disse que pobre ou rico, jovem ou velho, humano ou animal, nenhum ser neste mundo pode manter a si mesmo em um mesmo estado por muito tempo, tudo experimenta mudan´┐Ża. Esse ´┐Ż um fato da vida para o qual n´┐Żo h´┐Ż rem´┐Żdio. Mas o Buda disse que o que podemos fazer ´┐Ż contemplar o corpo e a mente de tal forma a ver a sua impersonalidade, ver que nenhum deles ´┐Ż "eu" ou "meu". Eles possuem meramente uma realidade provis´┐Żria. ´┐Ż como esta casa: ela ´┐Ż sua somente de forma nominal, voc´┐Ż n´┐Żo a pode levar para nenhum lugar. Ocorre o mesmo com a sua fortuna, as suas posses e a sua fam´┐Żlia - elas s´┐Żo todas suas somente no nome, na verdade elas n´┐Żo lhe pertencem, elas pertencem ´┐Ż natureza. Agora essa verdade n´┐Żo se aplica somente a voc´┐Ż, todos est´┐Żo na mesma posi´┐Ż´┐Żo, mesmo o Buda e os seus disc´┐Żpulos iluminados. Eles diferem de n´┐Żs apenas num aspecto, na aceita´┐Ż´┐Żo das coisas do modo como elas s´┐Żo, eles viram que n´┐Żo pode ser de outro modo.

Portanto o Buda nos ensinou a mapear e examinar este corpo, das solas dos p´┐Żs at´┐Ż o topo da cabe´┐Ża e em seguida at´┐Ż as solas dos p´┐Żs novamente. D´┐Ż uma olhada no corpo. Que tipo de coisas voc´┐Ż v´┐Ż? Existe algo que seja intrinsecamente limpo? Voc´┐Ż pode encontrar alguma ess´┐Żncia permanente? Todo este corpo est´┐Ż constantemente se degenerando e o Buda nos ensinou a ver que ele n´┐Żo nos pertence. Faz parte da natureza que o corpo seja assim porque todos os fen´┐Żmenos condicionados est´┐Żo sujeitos ´┐Ż mudan´┐Ża. De que outra forma poderia ser? Na verdade, n´┐Żo existe nada de errado com o corpo. N´┐Żo ´┐Ż o corpo que faz com que voc´┐Ż sofra, mas sim a sua forma de pensar incorreta. Quando voc´┐Ż v´┐Ż o certo de maneira errada, inevitavelmente haver´┐Ż confus´┐Żo. ´┐Ż como a ´┐Żgua de um rio. Ela naturalmente flui quando h´┐Ż uma inclina´┐Ż´┐Żo, ela nunca flui em sentido contr´┐Żrio, assim ´┐Ż a natureza. Se uma pessoa estivesse ´┐Żs margens de um rio e vendo a correnteza fluindo rapidamente, tolamente desejasse que as ´┐Żguas flu´┐Żssem em sentido contr´┐Żrio, ela ir´┐Ża sofrer. O que quer que ela estivesse fazendo, a sua maneira errada de pensar n´┐Żo lhe daria paz. Ela ficaria infeliz devido ao seu entendimento incorreto, pensando contra a correnteza. Se ela tivesse o entendimento correto ela veria que a ´┐Żgua deve inevitavelmente fluir de acordo com a inclina´┐Ż´┐Żo, e at´┐Ż que ela entenda e aceite esse fato, a pessoa ficar´┐Ż agitada e preocupada.

O rio que flui de acordo com a inclina´┐Ż´┐Żo ´┐Ż igual ao seu corpo. Tendo sido jovem seu corpo envelheceu e agora est´┐Ż fluindo tranq´┐Żilamente para a morte. N´┐Żo fique desejando que seja diferente, n´┐Żo ´┐Ż algo que voc´┐Ż tem o poder de remediar. O Buda nos disse para ver as coisas como elas s´┐Żo e ent´┐Żo soltar o nosso apego em rela´┐Ż´┐Żo a elas. Tome essa no´┐Ż´┐Żo de abandono como o seu ref´┐Żgio.

Sustente a medita´┐Ż´┐Żo, mesmo que voc´┐Ż se sinta cansada e exausta. Deixe que a sua mente permane´┐Ża com a respira´┐Ż´┐Żo. Respire fundo algumas vezes e depois fixe a mente na respira´┐Ż´┐Żo usando a palavra "Buddho" como mantra. Fa´┐Ża disso uma pr´┐Żtica rotineira. Quanto mais exausta voc´┐Ż estiver, mais sutil e focalizada deve ser a sua concentra´┐Ż´┐Żo, assim voc´┐Ż poder´┐Ż suportar as sensa´┐Ż´┐Żes dolorosas que surgem. Quando voc´┐Ż come´┐Żar a se sentir cansada, fa´┐Ża com que todo o seu pensamento pare, que a mente se recupere e se volte para conhecer a respira´┐Ż´┐Żo. Mantenha a recita´┐Ż´┐Żo interior: "Bud-dho, Bud-dho". Solte tudo que ´┐Ż externo. N´┐Żo se apegue a pensamentos acerca dos seus filhos e parentes, n´┐Żo se apegue a absolutamente nada. Solte. Deixe que a mente se unifique em um s´┐Ż ponto e permita que essa mente acalmada permane´┐Ża com a respira´┐Ż´┐Żo. Fa´┐Ża com que a respira´┐Ż´┐Żo seja o seu ´┐Żnico objeto de interesse. Concentre at´┐Ż que a mente se torne cada vez mais sutil, at´┐Ż que as sensa´┐Ż´┐Żes sejam insignificantes e que haja uma grande clareza e vivacidade interiores. Ent´┐Żo quando surgirem sensa´┐Ż´┐Żes dolorosas elas ir´┐Żo gradualmente ceder por si mesmas. Finalmente, voc´┐Ż ir´┐Ż olhar para a respira´┐Ż´┐Żo como se fosse um parente que a tivesse vindo visitar.

Quando um parente vai embora, n´┐Żs o acompanhamos at´┐Ż a porta. Esperamos at´┐Ż que j´┐Ż n´┐Żo o possamos ver mais e ent´┐Żo voltamos para dentro. Observamos a respira´┐Ż´┐Żo da mesma forma. Se a respira´┐Ż´┐Żo ´┐Ż grosseira, n´┐Żs sabemos que ela ´┐Ż grosseira. Se ela ´┐Ż sutil, sabemos que ´┐Ż sutil. ´┐Ż medida que ela vai se tornando cada vez mais discreta n´┐Żs a acompanhamos, simultaneamente despertando a mente. Eventualmente a respira´┐Ż´┐Żo desaparece por completo e tudo o que resta ´┐Ż a sensa´┐Ż´┐Żo de estar alerta. A isto se denomina encontrar o Buda. Temos aquele entendimento cristalino que ´┐Ż chamado de "Buddho", aquele que sabe, aquele que est´┐Ż desperto, aquele que irradia. ´┐Ż encontrar e permanecer com o Buda, com conhecimento e clareza. Pois foi somente o Buda hist´┐Żrico de carne e osso que realizou o parinibbana; o verdadeiro Buda, o Buda que ´┐Ż o conhecimento claro e luminoso, n´┐Żs podemos experimentar e realizar mesmo hoje e quando assim fizermos, o cora´┐Ż´┐Żo ´┐Ż um s´┐Ż.

Portanto, solte, deixe tudo de lado, tudo exceto o conhecimento. N´┐Żo se iluda se vis´┐Żes ou sons surgirem na sua mente durante a medita´┐Ż´┐Żo. Deixe-os de lado. N´┐Żo se apegue a absolutamente nada. Permane´┐Ża apenas com essa aten´┐Ż´┐Żo n´┐Żo dual. N´┐Żo se preocupe com o passado ou o futuro, fique tranq´┐Żila e voc´┐Ż ir´┐Ż alcan´┐Żar o lugar onde n´┐Żo existe progresso, recuo e nem parada, onde n´┐Żo existe nada para se agarrar ou apegar. Porque? Porque n´┐Żo existe "eu" ou "meu". Tudo se foi. O Buda nos ensinou a que fiquemos vazios desse modo, a n´┐Żo carregar nada conosco. Conhecendo e tendo conhecido, solte.

Realizar o Dhamma, o caminho da liberta´┐Ż´┐Żo do ciclo de nascimento e morte, ´┐Ż uma tarefa que todos temos que realizar sozinhos. Portanto, continue tentando soltar tudo e entender os ensinamentos. Coloque esfor´┐Żo real na sua contempla´┐Ż´┐Żo. N´┐Żo se preocupe com a sua fam´┐Żlia. No momento eles s´┐Żo o que s´┐Żo, no futuro ser´┐Żo como voc´┐Ż. N´┐Żo existe ningu´┐Żm neste mundo que possa escapar a esse destino. O Buda nos disse para deixar de lado tudo aquilo que n´┐Żo possui uma ess´┐Żncia verdadeira, permanente. Se voc´┐Ż colocar tudo de lado, ir´┐Ż ver a verdade, se voc´┐Ż n´┐Żo fizer isso, n´┐Żo ir´┐Ż v´┐Ż-la. Assim ´┐Ż como ´┐Ż, igual para todos, portanto n´┐Żo se preocupe e n´┐Żo se agarre a nada.

Mesmo que voc´┐Ż se d´┐Ż conta de que est´┐Ż pensando, n´┐Żo h´┐Ż problema, contanto que voc´┐Ż pense sabiamente. N´┐Żo pense de maneira tola. Se voc´┐Ż pensar nos seus filhos, pense neles com sabedoria, n´┐Żo de forma tola. Qualquer coisa que chame a aten´┐Ż´┐Żo da mente, pense e entenda aquela coisa com sabedoria, consciente da sua natureza. Se voc´┐Ż entende alguma coisa com sabedoria, ent´┐Żo voc´┐Ż a solta e n´┐Żo h´┐Ż sofrimento. A mente estar´┐Ż brilhante, feliz e em paz, e evitando distra´┐Ż´┐Żes ela estar´┐Ż unificada. Neste momento o que lhe pode ajudar e apoiar ´┐Ż a sua respira´┐Ż´┐Żo.

Essa ´┐Ż uma tarefa sua, de ningu´┐Żm mais. Deixe que os outros fa´┐Żam as tarefas deles. Voc´┐Ż tem a sua pr´┐Żpria tarefa e responsabilidade e voc´┐Ż n´┐Żo precisa assumir aquelas da sua fam´┐Żlia. N´┐Żo assuma nada mais, solte tudo. Esse ato de soltar ir´┐Ż acalmar a sua mente. A sua ´┐Żnica responsabilidade agora ´┐Ż de focar a sua mente e fazer com que ela fique em paz. Deixe todo o demais para os outros. Formas, sons, odores, sabores - deixe que os outros tomem conta disso. Deixe tudo isso de lado e fa´┐Ża o seu pr´┐Żprio trabalho, cumpra a sua responsabilidade. O que quer que surja na sua mente, seja medo ou dor, medo da morte, ansiedade pelos outros ou o que seja, diga-lhes: "N´┐Żo me perturbem. Voc´┐Żs n´┐Żo s´┐Żo mais minha responsabilidade". Apenas diga isso para si mesma quando voc´┐Ż vir esses dhammas surgindo.

A que se refere a palavra "dhamma" ? Tudo ´┐Ż dhamma. N´┐Żo existe nada que n´┐Żo seja dhamma. E o que seria "mundo" ? O mundo ´┐Ż exatamente o estado mental que a est´┐Ż deixando agitada neste mesmo momento. "O que essa pessoa ir´┐Ż fazer? O que aquela pessoa ir´┐Ż fazer? Quando eu estiver morta quem ir´┐Ż cuidar deles? Como eles ir´┐Żo se arranjar?" Isso tudo ´┐Ż "o mundo". Mesmo o mero surgimento de um pensamento de medo ou dor, ´┐Ż o mundo.

Jogue o mundo fora! O mundo ´┐Ż assim mesmo. Se voc´┐Ż permitir que ele surja na mente e domine a consci´┐Żncia ent´┐Żo a mente se tornar´┐Ż nebulosa e n´┐Żo poder´┐Ż ver a si mesma. Portanto, para tudo que surgir na mente, simplesmente diga: "N´┐Żo diz respeito a mim. ´┐Ż impermanente, insatisfat´┐Żrio e n´┐Żo-eu."

Pensar que voc´┐Ż gostaria de viver por muito tempo a far´┐Ż sofrer. Mas pensar que voc´┐Ż gostaria de morrer logo ou muito rapidamente tamb´┐Żm n´┐Żo ´┐Ż correto, ´┐Ż sofrimento n´┐Żo ´┐Ż? As condi´┐Ż´┐Żes n´┐Żo nos pertencem, elas seguem as suas pr´┐Żprias leis da natureza. Voc´┐Ż n´┐Żo pode fazer nada acerca do modo como o corpo ´┐Ż. Voc´┐Ż pode embelez´┐Ż-lo um pouco, fazer com que seja atraente e limpo durante algum tempo, tal como as garotas que passam batom e deixam as unhas crescer. Por´┐Żm, quando a velhice chega, todos est´┐Żo no mesmo barco. O corpo ´┐Ż assim, voc´┐Ż n´┐Żo pode fazer com que seja de outro modo. Mas o que voc´┐Ż pode melhorar e embelezar ´┐Ż a mente.

Qualquer pessoa pode construir uma casa de madeira e tijolos mas o Buda ensinou que esse tipo de casa n´┐Żo ´┐Ż o nosso verdadeiro lar, ´┐Ż nosso s´┐Ż nominalmente. ´┐Ż uma casa no mundo e segue as regras do mundo. O nosso verdadeiro lar ´┐Ż a paz interior. Uma casa pode muito bem ser bonita mas n´┐Żo tem muita paz. Existe esta preocupa´┐Ż´┐Żo e depois aquela, esta ansiedade e depois aquela. Portanto dizemos que ela n´┐Żo ´┐Ż o nosso verdadeiro lar, est´┐Ż fora de n´┐Żs, cedo ou tarde vamos ter que abrir m´┐Żo dela. N´┐Żo ´┐Ż um lugar em que podemos viver permanentemente porque na verdade n´┐Żo nos pertence, ´┐Ż parte do mundo. Com o nosso corpo ocorre o mesmo; assumimos que ele seja parte do eu, que seja "eu" e "meu", mas na verdade n´┐Żo ´┐Ż nada disso, ´┐Ż uma outra casa do mundo. O seu corpo seguiu o seu curso natural do nascimento at´┐Ż agora, est´┐Ż velho e enfermo e voc´┐Ż n´┐Żo pode proibi-lo disso, assim ´┐Ż como ´┐Ż. Querer que seja diferente ´┐Ż t´┐Żo tolo quanto querer que um pato seja uma galinha. Quando voc´┐Ż v´┐Ż que isso ´┐Ż imposs´┐Żvel, que um pato tem que ser um pato, e que uma galinha tem que ser uma galinha, que os corpos t´┐Żm que envelhecer e morrer, voc´┐Ż ter´┐Ż energia e for´┐Ża. N´┐Żo importa quanto voc´┐Ż queira que o corpo se mantenha e dure por muito tempo, isso n´┐Żo ir´┐Ż ocorrer.

O Buda disse:

Anicca vata sankhara
Uppada vayadhammino
Uppajjhitva nirujjhanti
Tesam vupasamo sukho
.

As forma´┐Ż´┐Żes s´┐Żo impermanentes,
sujeitas a surgir e cessar.
Tendo surgido elas cessam -
a tranq´┐Żiliza´┐Ż´┐Żo delas ´┐Ż uma b´┐Żn´┐Ż´┐Żo.

A palavra "sankhara" refere-se a este corpo e mente. Os sankharas s´┐Żo impermanentes e inst´┐Żveis, tendo surgido eles desaparecem, tendo aparecido eles cessam, e mesmo assim todos querem que eles sejam permanentes. Isso ´┐Ż uma tolice. Olhe para a respira´┐Ż´┐Żo. Tendo entrado, ela sai, assim ´┐Ż a natureza, assim ´┐Ż como deve ser. A inspira´┐Ż´┐Żo e a expira´┐Ż´┐Żo t´┐Żm que se alternar, tem que haver mudan´┐Ża. Os sankharas existem atrav´┐Żs da mudan´┐Ża, voc´┐Ż n´┐Żo poder´┐Ż evit´┐Ż-lo. Apenas pense: voc´┐Ż poderia expirar sem haver inspirado? Voc´┐Ż se sentiria bem? Ou voc´┐Ż poderia somente inspirar? Queremos que as coisas sejam permanentes, mas elas n´┐Żo podem ser, ´┐Ż imposs´┐Żvel. Uma vez que tenhamos inspirado, ´┐Ż necess´┐Żrio expirar, quando expiramos ´┐Ż necess´┐Żrio inspirar outra vez, e assim ´┐Ż a natureza, n´┐Żo ´┐Ż? Tendo nascido, envelhecemos e ficamos enfermos e depois morremos e isso ´┐Ż perfeitamente natural e normal. Porque os sankharas fizeram a sua parte, porque a expira´┐Ż´┐Żo e a inspira´┐Ż´┐Żo se alternaram dessa forma, que a ra´┐Ża humana ainda est´┐Ż aqui hoje.

Assim que nascemos, estamos mortos. Nosso nascimento e morte s´┐Żo somente uma coisa. Tal como uma ´┐Żrvore: quando h´┐Ż uma raiz tem que haver galhos. Quando h´┐Ż galhos tem que haver uma raiz. N´┐Żo se pode ter uma sem a outra. ´┐Ż um pouco engra´┐Żado ver como face ´┐Ż morte as pessoas ficam t´┐Żo angustiadas e distra´┐Żdas, chorosas e tristes e no nascimento t´┐Żo felizes e contentes. ´┐Ż a delus´┐Żo, ningu´┐Żm nunca v´┐Ż isso com clareza. Eu penso que se voc´┐Ż realmente quer chorar, ent´┐Żo seria melhor faz´┐Ż-lo quando algu´┐Żm nasce. Pois na verdade o nascimento ´┐Ż morte, morte ´┐Ż nascimento, a raiz ´┐Ż o galho, o galho a raiz. Se voc´┐Ż precisa chorar, chore pela raiz, chore pelo nascimento. Veja com aten´┐Ż´┐Żo: se n´┐Żo houvesse nascimento n´┐Żo haveria morte. Voc´┐Ż pode entender isso?

N´┐Żo pense muito. Somente pense: "Assim ´┐Ż como as coisas s´┐Żo". ´┐Ż a sua tarefa, a sua responsabilidade. Neste exato momento ningu´┐Żm pode ajud´┐Ż-la, n´┐Żo h´┐Ż nada que a sua fam´┐Żlia e as suas posses possam fazer por voc´┐Ż. A ´┐Żnica coisa que lhe pode ajudar ´┐Ż o entendimento correto.

Portanto n´┐Żo vacile. Solte tudo. Jogue tudo fora.

Mesmo que voc´┐Ż n´┐Żo queira soltar, tudo est´┐Ż indo embora de qualquer jeito. Voc´┐Ż pode ver como todas as diferentes partes do seu corpo est´┐Żo tentando escapar? Tome o seu cabelo: quando voc´┐Ż era jovem ele era grosso e preto, agora ele est´┐Ż caindo. Est´┐Ż indo embora. Os seus olhos costumavam ser bons e fortes e agora eles est´┐Żo fracos, a sua vista emba´┐Żada. Quando os ´┐Żrg´┐Żos j´┐Ż n´┐Żo ag´┐Żentam mais, eles v´┐Żo embora, esta n´┐Żo ´┐Ż a casa deles. Quando voc´┐Ż era uma crian´┐Ża os seus dentes eram sadios e firmes agora eles est´┐Żo balan´┐Żando, talvez voc´┐Ż tenha dentadura. Os seus olhos, ouvidos, nariz, l´┐Żngua - tudo est´┐Ż tentando ir embora porque esta n´┐Żo ´┐Ż a casa deles. Voc´┐Ż n´┐Żo pode fazer uma morada permanente em um sankhara, voc´┐Ż pode permanecer por pouco tempo e depois tem que partir. O mesmo que um inquilino observando a sua pequena casa com os olhos enfraquecidos. Os seus dentes j´┐Ż n´┐Żo est´┐Żo bem, os seus ouvidos j´┐Ż n´┐Żo est´┐Żo bem, o seu corpo j´┐Ż n´┐Żo est´┐Ż saud´┐Żvel, todos est´┐Żo partindo.

Portanto voc´┐Ż n´┐Żo precisa se preocupar com nada, porque este n´┐Żo ´┐Ż o seu verdadeiro lar, ´┐Ż somente um abrigo tempor´┐Żrio. Tendo vindo a este mundo, voc´┐Ż deveria contemplar a sua natureza. Tudo o que existe est´┐Ż se preparando para desaparecer. Olhe para o seu corpo. Existe algo que ainda se encontre na sua forma original? A sua pele est´┐Ż como costumava estar? O seu cabelo? N´┐Żo ´┐Ż o mesmo, ´┐Ż? Para onde foi tudo? Assim ´┐Ż a natureza, como as coisas s´┐Żo. Quando o tempo chega, as forma´┐Ż´┐Żes seguem o seu pr´┐Żprio curso. N´┐Żo h´┐Ż nada neste mundo com o qual se possa contar - ´┐Ż um ciclo intermin´┐Żvel de perturba´┐Ż´┐Żes e problemas, prazeres e dores. N´┐Żo h´┐Ż paz.

Quando n´┐Żo temos um verdadeiro lar somos como um viajante sem rumo, indo em uma dire´┐Ż´┐Żo por algum tempo e depois para outra dire´┐Ż´┐Żo, parando por algum tempo para depois continuar outra vez. At´┐Ż que regressemos ao nosso verdadeiro lar nos sentimos desconfort´┐Żveis com o que quer que estejamos fazendo, da mesma forma como uma pessoa que saiu do seu vilarejo para uma viagem. Somente quando regressa outra vez para casa ´┐Ż que ela pode realmente relaxar e estar em paz.

Em nenhum lugar do mundo pode ser encontrada a paz verdadeira. Os pobres n´┐Żo t´┐Żm paz e nem os ricos. Os adultos n´┐Żo t´┐Żm paz, as crian´┐Żas n´┐Żo t´┐Żm paz, aqueles com pouca escolaridade n´┐Żo t´┐Żm paz e nem os que t´┐Żm muito estudo. N´┐Żo existe paz em lugar nenhum. Essa ´┐Ż a natureza do mundo.

Aqueles que possuem poucas posses sofrem e da mesma forma aqueles que possuem muitas. Crian´┐Żas, adultos, velhos, todos sofrem. O sofrimento de ser velho, o sofrimento de ser jovem, o sofrimento de ser rico e o sofrimento de ser pobre - nada al´┐Żm de sofrimento.

Quando voc´┐Ż contempla as coisas dessa forma voc´┐Ż v´┐Ż anicca, imperman´┐Żncia e dukkha, insatisfa´┐Ż´┐Żo. Porque as coisas s´┐Żo impermanentes e n´┐Żo trazem satisfa´┐Ż´┐Żo? ´┐Ż porque s´┐Żo anatta, n´┐Żo-eu.

Ambos, o seu corpo que est´┐Ż aqui deitado enfermo e dolorido e a mente que est´┐Ż consciente da sua enfermidade e dor, s´┐Żo denominados dhammas. Aquilo que ´┐Ż desprovido de forma, os pensamentos, sensa´┐Ż´┐Żes e percep´┐Ż´┐Żes s´┐Żo denominados namadhamma. Aquilo que est´┐Ż atormentado com dores e desconfortos ´┐Ż denominado rupadhamma. O material ´┐Ż dhamma e o n´┐Żo material ´┐Ż dhamma. Portanto vivemos com dhammas, no dhamma, n´┐Żs somos dhamma. Na verdade n´┐Żo existe um eu que pode ser encontrado em nenhum lugar, s´┐Ż existem dhammas que est´┐Żo continuamente surgindo e desaparecendo, que ´┐Ż a sua natureza. A cada momento estamos experimentando o nascimento e a morte. Assim ´┐Ż como as coisas s´┐Żo.

Quando pensamos no Buda, da forma t´┐Żo verdadeira como ele falou, sentimos o quanto ele ´┐Ż digno de que o saudemos, honremos e respeitemos. Sempre que vemos a verdade de algo, vemos os seus ensinamentos, mesmo sem nunca, na verdade termos praticado o Dhamma. Por´┐Żm mesmo que tenhamos conhecimento dos seus ensinamentos, que os tenhamos estudado e praticado, mas ainda sem ver a verdade que eles cont´┐Żm, ent´┐Żo ainda n´┐Żo teremos um lar.

Portanto, compreenda esse ponto de que todas as pessoas, todas as criaturas, est´┐Żo prestes a ir embora. Quando os seres viverem um certo tempo eles seguir´┐Żo o seu caminho. O rico, o pobre, o jovem, o velho, todos os seres ir´┐Żo experimentar essa mudan´┐Ża.

Quando voc´┐Ż se der conta de que o mundo ´┐Ż assim, voc´┐Ż sentir´┐Ż que ´┐Ż um lugar que incomoda muito. Quando voc´┐Ż se der conta de que n´┐Żo h´┐Ż nada est´┐Żvel ou s´┐Żlido em que voc´┐Ż possa confiar, voc´┐Ż se sentir´┐Ż incomodado e desencantado. Sentir-se desencantado no entanto n´┐Żo significa que voc´┐Ż ter´┐Ż avers´┐Żo. A mente estar´┐Ż clara. Ela v´┐Ż que n´┐Żo existe nada que possa ser feito para remediar esse estado de coisas, assim ´┐Ż o mundo. Sabendo disso, voc´┐Ż pode soltar o apego, soltar com a mente que n´┐Żo est´┐Ż feliz nem triste mas em paz com os sankharas, pois v´┐Ż com sabedoria a sua natureza de mudan´┐Ża constante.

Anicca vata sankhara – todas as forma´┐Ż´┐Żes s´┐Żo impermanentes. Colocando de maneira simples: imperman´┐Żncia ´┐Ż o Buda. Se vemos um fen´┐Żmeno impermanente com clareza, veremos que ele ´┐Ż permanente, permanente no sentido de que a sua sujei´┐Ż´┐Żo ´┐Ż mudan´┐Ża ´┐Ż constante. Essa ´┐Ż a perman´┐Żncia que os seres vivos possuem. Existe transforma´┐Ż´┐Żo cont´┐Żnua, da inf´┐Żncia atrav´┐Żs da juventude at´┐Ż a velhice, e essa mesma imperman´┐Żncia, essa disposi´┐Ż´┐Żo ´┐Ż mudan´┐Ża ´┐Ż fixa e permanente. Se voc´┐Ż encar´┐Ż-lo dessa forma o seu cora´┐Ż´┐Żo estar´┐Ż em paz. N´┐Żo ´┐Ż somente voc´┐Ż que tem que passar por isso, s´┐Żo todos.

Quando voc´┐Ż considera as coisas dessa forma, voc´┐Ż as ver´┐Ż como um inc´┐Żmodo e o desencantamento ir´┐Ż surgir. O seu deleite com o mundo dos prazeres sensuais ir´┐Ż desaparecer. Voc´┐Ż ver´┐Ż que se tiver muitas coisas, ter´┐Ż que abandonar muitas coisas; se tiver poucas, abandonar´┐Ż poucas. A riqueza ´┐Ż somente riqueza, uma vida longa ´┐Ż somente uma vida longa, elas n´┐Żo t´┐Żm nada de especial.

O que ´┐Ż importante ´┐Ż que fa´┐Żamos o que o Buda nos ensinou e que construamos o nosso lar, construi-lo utilizando o m´┐Żtodo que eu estive lhe explicando. Construa o seu lar. Solte tudo. Solte at´┐Ż que a mente alcance a paz que est´┐Ż livre de avan´┐Żar, livre de retroceder e livre de ficar im´┐Żvel. O prazer n´┐Żo ´┐Ż o nosso lar, a dor n´┐Żo ´┐Ż o nosso lar. O prazer e a dor, ambos, decaem e desaparecem.

O Grande Mestre viu que todos os sankharas s´┐Żo impermanentes e por isso ele nos ensinou a soltar o nosso apego por eles. Quando chegarmos ao fim das nossas vidas, n´┐Żo teremos escolha de qualquer maneira, n´┐Żo seremos capazes de levar nada conosco. Portanto n´┐Żo seria melhor se soltar das coisas antes disso? Elas s´┐Żo somente um fardo pesado que carregamos; porque n´┐Żo se desfazer desse fardo agora? Porque o esfor´┐Żo de carreg´┐Ż-lo conosco? Solte tudo, relaxe e deixe que a sua fam´┐Żlia tome conta de voc´┐Ż.

Aqueles que cuidam de um enfermo, cultivam a bondade e a virtude. Algu´┐Żm que esteja doente e que oferece aos outros essa oportunidade n´┐Żo deveria dificultar ainda mais as coisas para eles. Se existe dor ou algum outro problema, diga-lhes e mantenha a mente em um estado saud´┐Żvel. Aquele que estiver cuidando dos pais deve preencher a sua mente com cordialidade e bondade e n´┐Żo se deixar pegar pela avers´┐Żo. Essa ´┐Ż a ocasi´┐Żo em que voc´┐Ż pode pagar o seu d´┐Żbito para com eles. Desde o seu nascimento atrav´┐Żs da inf´┐Żncia, conforme voc´┐Ż crescia, voc´┐Ż esteve na depend´┐Żncia dos seus pais. Estamos aqui hoje porque as nossas m´┐Żes e pais nos ajudaram de tantas formas. Devemos a eles muita gratid´┐Żo.

Portanto hoje, todos voc´┐Żs, crian´┐Żas e parentes aqui reunidos, juntos, vejam como os seus pais se tornam as suas crian´┐Żas. Antes voc´┐Żs eram as crian´┐Żas deles; agora eles s´┐Żo as crian´┐Żas de voc´┐Żs. Eles ficam cada vez mais velhos at´┐Ż que se convertem em crian´┐Żas novamente. A sua mem´┐Żria fica falha, os olhos j´┐Ż n´┐Żo v´┐Żm t´┐Żo bem e os seus ouvidos n´┐Żo escutam, ´┐Żs vezes misturam as palavras. N´┐Żo deixem que isso os perturbe. Todos voc´┐Żs que cuidam dos doentes t´┐Żm que aprender a soltar. N´┐Żo se agarrem ´┐Żs coisas, simplesmente soltem-nas e que sigam o seu pr´┐Żprio curso. Quando uma crian´┐Ża ´┐Ż desobediente, ´┐Żs vezes os pais permitem que ela fa´┐Ża o que quer como forma de manter a paz, para faz´┐Ż-la feliz. Agora os seus pais s´┐Żo como essa crian´┐Ża. A mem´┐Żria e a percep´┐Ż´┐Żo deles est´┐Ż confusa. Certas vezes eles confundem os seus nomes, ou voc´┐Żs lhes pedem para trazer uma x´┐Żcara e eles trazem um prato. ´┐Ż normal, n´┐Żo fiquem transtornados por isso.

Que o paciente possa se lembrar da bondade daqueles que cuidam dele e pacientemente suporte as sensa´┐Ż´┐Żes de dor. Fa´┐Ża um esfor´┐Żo, n´┐Żo permitindo que a mente se torne dispersa e agitada e n´┐Żo dificultando as coisas para quem est´┐Ż cuidando de voc´┐Ż. Permita que aqueles que cuidam dos doentes preencham a sua mente com virtude e bondade. Que n´┐Żo tenham avers´┐Żo pelo aspecto repugnante do trabalho, de limpar o catarro e a fleuma ou a urina e excremento. Fa´┐Żam o melhor poss´┐Żvel. Todos na fam´┐Żlia podem ajudar.

Eles s´┐Żo os ´┐Żnicos pais que voc´┐Ż possui. Eles lhe deram a vida, eles foram os seus mestres, suas enfermeiras e seus m´┐Żdicos - eles foram tudo para voc´┐Ż. Eles os criaram, educaram, compartilharam as suas posses com voc´┐Ż, fizeram de voc´┐Ż o herdeiro, esse ´┐Ż o grande benef´┐Żcio feito pelos seus pais. Como resultado, o Buda ensinou as virtudes de kata´┐Ż´┐Żu e katavedi, conhecer a nossa d´┐Żvida de gratid´┐Żo e tentar repag´┐Ż-la. Essas duas virtudes s´┐Żo complementares. Se os nossos pais est´┐Żo passando por necessidades, se n´┐Żo est´┐Żo bem ou enfrentando dificuldades, ent´┐Żo fazemos o melhor poss´┐Żvel para ajud´┐Ż-los. Isto ´┐Ż kata´┐Ż´┐Żu-katavedi, ´┐Ż uma virtude que mantem o mundo. Previne que as fam´┐Żlias se separem, faz com que permane´┐Żam est´┐Żveis e harmoniosas.

Hoje eu lhes trouxe o Dhamma como um presente nesta ocasi´┐Żo de enfermidade. N´┐Żo tenho coisas materiais para lhes dar; parece que j´┐Ż existe abund´┐Żncia dessas coisas na casa e assim eu lhes dou o Dhamma, algo que possui um valor de longa dura´┐Ż´┐Żo, algo que voc´┐Żs nunca conseguir´┐Żo esgotar. Tendo recebido de mim, voc´┐Żs podem pass´┐Ż-lo adiante para tantos outros que quiserem e ele nunca ser´┐Ż esgotado. Assim ´┐Ż a natureza da Verdade. Estou feliz por dar-lhes este presente do Dhamma e espero que lhes d´┐Ż for´┐Ża para lidar com a sua dor.

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